Regulação

DeCripto e o padrão CARF da OCDE: por que a Receita vai saber de tudo

O que é o padrão CARF da OCDE e por que, com a DeCripto, a Receita passa a cruzar automaticamente suas operações de cripto, inclusive no exterior.

DeCripto e o padrão CARF da OCDE: por que a Receita vai saber de tudo

Você já deve ter ouvido que, com a DeCripto, “a Receita vai saber de tudo”. Isso não é exagero, e tem nome: padrão CARF, da OCDE. Entender o que é esse padrão ajuda a perceber por que omitir cripto ficou muito mais arriscado, e por que reportar certo virou o caminho inteligente.

O que é o padrão CARF?

CARF é a sigla de Crypto-Asset Reporting Framework, o marco de reporte de criptoativos criado pela OCDE. É o mesmo tipo de mecanismo que já existe para contas bancárias no exterior: os países trocam informações entre si de forma automática. A DeCripto (IN RFB 2.291/2025) coloca o Brasil dentro desse padrão internacional.

Na prática, o que isso significa para você?

Significa que a Receita não depende mais só do que você declara. Ela passa a receber dados das corretoras, inclusive de plataformas no exterior que atendem brasileiros, e a cruzar tudo automaticamente. Se a corretora informa uma venda que não aparece na sua declaração, a divergência acende um alerta. É exatamente esse cruzamento que alimenta a malha fina.

Por que reportar certo passou a ser o caminho mais seguro

Enquanto o reporte era limitado, dava para “escapar” de algumas omissões. Com o CARF, a informação chega à Receita por vários lados. Tentar esconder operação vira risco alto e desnecessário, porque o dado provavelmente já está lá. O movimento inteligente é o oposto: manter tudo organizado, reportar corretamente e, se houver pendência do passado, regularizar antes de ser intimado.

E quem opera no exterior?

Justamente quem usa corretora estrangeira é o mais afetado, porque era onde a fiscalização tinha menos visibilidade. Com o CARF, essa lacuna se fecha. Se você opera fora do Brasil, vale entender a regra dos R$ 35 mil e organizar seu histórico.

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Perguntas frequentes

O que é o padrão CARF?

É o Crypto-Asset Reporting Framework, o modelo internacional da OCDE para troca automática de informações sobre criptoativos entre países. A DeCripto alinha o Brasil a esse padrão.

A Receita vê minhas operações em corretora estrangeira?

Cada vez mais, sim. O padrão CARF prevê a troca de dados entre países e alcança plataformas estrangeiras que atendem brasileiros, reduzindo a antiga falta de visibilidade sobre operações no exterior.

Ainda dá tempo de regularizar o passado?

Sim. A regularização espontânea, feita antes de uma intimação, reduz o risco e as multas. Quanto antes, melhor.

Conteúdo educativo, baseado na norma publicada pela Receita Federal. Para o seu caso específico, confirme com a Contadora Cripto.


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Por Julia Santos

Contadora registrada (CRC ativo) e certificada em Ativos Virtuais (CEAV) pela ABcripto. Especialista em tributacao de criptoativos, ajuda investidores, traders e empresas a declarar, regularizar e proteger o patrimonio dentro da lei. Sobre a autora.

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